VOLUMES E PREÇOS AJUDAM VALE A TER RESULTADO ‘SÓLIDO’ NO 3º TRIMESTRE

A Vale deve divulgar amanhã resultados “sólidos” relativos ao terceiro
trimestre do ano, segundo projeções de analistas de bancos de investimento e de
corretoras ouvidos pelo Valor. O desempenho será garantido por maiores volumes de
venda e por preços realizados mais altos no minério de ferro, o principal produto da
companhia. Também deve pesar para o bom resultado a redução de custos e melhorias
no negócio de metais, incluindo níquel e cobre. Levantamento feito com seis instituições
financeiras aponta para uma receita média de US$ 9,35 bilhões de julho a setembro,
28% acima dos US$ 7,32 bilhões do mesmo período do ano passado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) deve
ficar em US$ 4,4 bilhões, segundo a projeção média dos seis bancos, aumento de 46%
sobre os US$ 3 bilhões do período julho a setembro de 2016. O lucro líquido previsto
para a Vale pelas seis casas de análise no terceiro trimestre ficou, na média, em US$ 2,65
bilhões, alta de 360% sobre igual período de 2016.
Em termos sazonais, a produção da Vale no terceiro e no quarto trimestres
costuma ser mais forte. Na semana passada, a mineradora anunciou recorde de
produção trimestral, com 95,1 milhões de toneladas de minério de ferro no terceiro
trimestre e aumento do teor médio de ferro, o que se traduz em prêmios sobre os preços
de referência no mercado. Na visão de analistas, a Vale avança para reduzir a diferença
entre os volumes produzidos e os volumes vendidos nos próximos trimestres.
O Bradesco estimou, em relatório, que a Vale deve ter um terceiro trimestre
“sólido” garantido por maiores volumes e preços mais altos no minério de ferro. O banco
calcula receita de US$ 9,16 bilhões, Ebitda de US$ 4,35 bilhões e lucro líquido de US$
2,81 bilhões para a Vale no terceiro trimestre. O banco previu que os embarques de
minério de ferro da Vale possam crescer 7% no terceiro trimestre em relação ao mesmo
período do ano anterior, desempenho garantido pelo crescimento da produção do
S11D, em Carajás, no Pará, e por melhores preços realizados pela empresa no minério
de ferro. Essas condições devem se traduzir em aumento do Ebitda no trimestre.
A corretora Itaú BBA prevê embarques de 90 milhões de toneladas de
minério de ferro no terceiro trimestre, 3,4% acima das 87 milhões de toneladas do
mesmo período do ano passado. A corretora estimou que os preços realizados pela Vale
para os finos de minério de ferro, o principal produto, alcance US$ 64,9 por tonelada,
acima dos US$ 50,2 por tonelada do segundo trimestre do ano.
O preço de referência do minério no mercado à vista da China, com teor de
ferro de 62%, situou-se em US$ 71,04 por tonelada no terceiro trimestre, acima dos US$
62,9 por tonelada do segundo trimestre, mas abaixo dos US$ 85,6 por tonelada do
primeiro trimestre.
A Itaú BBA espera receita de US$ 8,9 bilhões no terceiro trimestre do ano,
Ebitda de US$ 4,3 bilhões e lucro líquido de US$ 2,42 bilhões. A corretora também disse
estimar melhoria nos resultados do negócio de metais básicos, segmento ajudado pela
alta de volumes e de preços do níquel e do cobre sobre o segundo trimestre.
O BTG Pactual falou em resultados “fortes” para a Vale no terceiro trimestre,
resultado ajudado pela realização de preços no minério de ferro e pela venda de
produtos com menor teor de sílica, contaminante que implica descontos. O BTG previu
receita de US$ 9,9 bilhões, Ebitda de US$ 4,7 bilhões e lucro líquido de US$ 3,3 bilhões.
O Morgan Stanley espera receitas de US$ 9,1 bilhões, Ebitda de US$ 4,18 bilhões e lucro
de US$ 2,16 bilhões. Outros dois bancos ouvidos preferiram não ter nomes divulgados.
Fonte: Valor
Autor: Francisco Góes
Data: 25/10/2017

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