SOJA E MINÉRIO PUXAM ALTA DO IGP-10 EM MARÇO

Soja e minério de ferro mais caros no atacado levaram à aceleração da
inflação apurada pelo Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) entre fevereiro e março, de
0,23% para 0,45%, informou ontem a FGV. Com esse resultado, o índice acumula alta de
1,48% no ano e queda de 0,02% em 12 meses. Para André Braz, economista da fundação,
as altas nos dois produtos devem permanecer ao longo do mês. Isto deve pressionar
para cima as taxas dos Índices Gerais de Preços (IGPs) em março e deixá-los com
resultados similares ao do IGP-10. A aceleração, no entanto, não deve se manter. Para
ele, os problemas de oferta e de especulação, que elevaram os dois itens, são
passageiros.
De fevereiro para março foi expressiva a contribuição de preços em alta da
soja e do minério para a inflação atacadista. O Índice de Preços ao Produtor Amplo -10
(IPA-10), 60% do IGP-10, saltou de 0,09% para 0,63%, pressionado por aumentos de soja
em grão (5,05%) e de minério de ferro (2,36%). O peso do minério no atacado é de
5,36%; e o da soja, 5,18%, observou Braz. Ou seja: os dois juntos representam mais de
10% do total. Braz lembrou que o preço da soja opera em alta atualmente devido a
problemas de oferta internacional, prejudicada por quebra de safra na Argentina. Ao
mesmo tempo, o minério desde o começo do ano passa por recuperação de preços.
Ele ponderou que a oferta da soja será ajustada nos próximos meses, com a
absorção pelos mercados da informação de quebra de safra na Argentina. No caso do
minério, informações na margem da evolução de preços deste item já atestam começo
de desaceleração. Esses dois fatores devem contribuir para a não sustentabilidade de
aceleração da inflação apurada pelos IGPs.
Fonte: Valor
Autora: Alessandra Saraiva
Data: 16/03/2018

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