SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE MULTA ANGLO AMERICAN EM R$ 125 MILHÕES

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
(Semad) emitiu, nesta quarta-feira, o auto de infração referente ao primeiro vazamento
do mineroduto da empresa Anglo American, que contaminou o Ribeirão de Santo
Antônio do Grama, na Zona da Mata, com 318 toneladas de polpa de minério.
O acidente ocorreu em 12 de março, em Santo Antônio do Grama, na Zona
da Mata. Além de já ter determinado uma série de medidas ambientais à mineradora, a
Semad multou a empresa em R$ 125.592.097,99.
A Semad informou que a autuação pelo segundo vazamento registrado no
mineroduto Minas-Rio, em 29 de março, com aplicação de nova multa, será divulgada
após análise.
De acordo com o órgão, “o cálculo foi feito com base no artigo 80 do Decreto
Estadual nº 47.383/18, tendo em vista que a Anglo, considerada uma empresa de grande
porte, causou poluição e degradação ambiental que resultou em dano aos recursos
hídricos, gerou ainda dano ou perigo de danos à saúde pública e ao bem-estar da
população”.
Em nota, a Anglo American informou que está analisando o auto de infração
recebido nesta tarde e, posteriormente, irá se posicionar. A empresa ressaltou que
foram tomadas todas as medidas para a minimização dos efeitos dos incidentes, “o que
incluiu a imediata suspensão de suas operações, o trabalho de limpeza do ribeirão e o
diálogo permanente com os moradores”.
Conforme a companhia, medidas de contenção e reparação continuam. “São
37 barreiras ao longo do ribeirão. A pluma não alcançou o Rio Casca. A empresa mantém
mais de 200 profissionais trabalhando na limpeza da calha e das margens do córrego”.
Suspensão das atividades
As atividades no mineroduto da Anglo American em Santo Antônio do
Grama, na Zona da Mata, deverão ficar paralisadas durante 90 dias. A mineradora
confirmou o aumento do prazo – anteriormente de 30 dias – na manhã desta terça-feira.
O empreendimento foi interditado pelo Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) após o registro do segundo vazamento
nos dutos em 17 dias.
Além disso, a empresa vai dar férias coletivas para parte do pessoal que
trabalha na mina, usina e planta de filtragem por 30 dias, a partir de 17 de abril. Para o
período subsequente, vai conversar com o sindicato e autoridades para definir as
alternativas que sejam mais adequadas para seus empregados.
Fonte: Estado de Minas
Autora: Silvia Pires
Data: 04/04/2018

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