RIO GRANDE DO SUL APRESENTA ESTUDO SOBRE MINERAÇÃO

O Rio Grande do Sul passará a contar em breve com um novo instrumento para aprimorar a
atividade de extração mineral e os desdobramentos econômicos que essa atividade implica. Será lançado na
quinta-feira, no Palácio Piratini, o documento “Mineração no Rio Grande do Sul: Diagnóstico Setorial e Visão de
Futuro”.
A secretária estadual de Minas e Energia, Susana Kakuta, destaca que se trata de um trabalho
inédito que será disponibilizado de maneira on-line. Na quinta-feira, adianta a dirigente, será apresentado o
sumário executivo do documento que apresenta o resumo da iniciativa. O trabalho completo deverá ser
liberado ainda este ano, contendo informações das jazidas conhecidas e sobre a viabilidade comercial dos
minérios.
A ação foi desenvolvida em coautoria com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)
e com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Contou ainda com a colaboração da Fundação
Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e outras entidades ligadas ao segmento. “O documento tenta resgatar
a importância do setor mineral no Rio Grande do Sul”, frisa Susana. A meta é potencializar esses recursos como
instrumentos de desenvolvimento econômico. “Ou seja, o uso dessa riqueza com uma abordagem nova,
olhando matriz econômica, exportações e importações”, complementa a secretária.
Um exemplo citado pela dirigente são os agrominerais como nitrogênio, fósforo e potássio que são
importados pelo setor agrícola, mas existe a possibilidade da extração desses itens no Estado. Essa prática
significaria uma fonte de suprimento nacional e a substituição da compra de outros países. Susana informa que,
em 2016, o Brasil gastou quase US$ 2 bilhões com a importação de potássio e com o nitrogênio cerca de US$
1,5 bilhão. Além dos agrominerais, o trabalho abrange diversos recursos como ouro, cobre, níquel, estanho,
chumbo, prata, entre outros. A secretária enfatiza que a parte relativa à geologia já tinha sido identificada, o
que está sendo agregado no trabalho é a questão do potencial econômico. Com a iniciativa, a intenção é atrair
para o Rio Grande do Sul empresas que tenham interesse na exploração das riquezas minerais.
Fonte: Jornal do Comércio
Autor: Jefferson Klein
Data: 20/11/2018

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