HAVERÁ DÉFICIT DE ALUMÍNIO EM 2018, DIZ ALCOA

A Alcoa prevê, para 2018, um déficit global de alumínio de 300 mil a 700 mil toneladas
métricas. A companhia, que produz bauxita em Poços de Caldas (MG) e Juruti (PA), está
projetando o crescimento da demanda global de alumínio em até 5,25%, alinhado com
a taxa de crescimento da demanda global da companhia no ano passado, que foi de
5,25%
Contudo, os mercados de bauxita e alumina devem continuar em equilíbrio.
De acordo com a Alcoa, os mercados globais de bauxita e alumina estiveram
equilibrados em 2017.
No caso da bauxita, a Alcoa vê um aumento nos estoques da China uma vez
que “as refinarias chinesas continuam com um apetite pela bauxita importada e
apoiadas pelo aumento das exportações da Indonésia e pelo crescimento contínuo da
produção na Guiné”.
No que diz respeito a alumina, a empresa vê também um mercado
equilibrado em 2018, segundo o relatório trimestral da Alcoa, “por razões ambientais,
vimos a China reduzir a capacidade de refino durante o inverno de 15 de novembro e 15
de março, e antecipamos que fará isso de novo no próximo inverno”.
Segundo a Alcoa, o crescimento global da demanda de alumínio foi de mais
de 5% em 2017, na comparação com o ano anterior. A empresa espera que a demanda
global de alumínio cresça entre 4,25% e 5,25% em 2018.
A Alcoa acredita que o crescimento da demanda da China pode ser maior
em 2018, em comparação com 2017. A administração da Alcoa também parece otimista
quanto às reduções de capacidade na China. Espera que o excedente de alumínio da
China seja menor em 2018 em relação a 2017, o que fará com que o país asiático exporte
menos alumínio.
A Alcoa espera que os mercados globais de alumínio se movam para um
déficit em 2018 e diz acreditar que “China está sinalizando que cogita seriamente em
reorganizar a oferta na indústria de alumínio.”
Guiné
A mineradora de bauxita guineense La Guineenne des Mines (GDM)
embarcou seu primeiro navio com minério de seu projeto na região ocidental de Boké
na quinta-feira (1). A empresa pretende exportar de 2 milhões a 4 milhões de toneladas
este ano, disse o presidente-executivo.
A primeira carga de 174 mil toneladas de minério de alumínio foi embarcada
em navios operados pela empresa chinesa Winning Shipping e Shadong Weiqiao no
porto de Dapilon. As empresas, os principais proprietários do projeto de bauxita Société
Minière de Boké (SMB), negociaram direitos de compra e exportação de produção da
GDM.
Fonte: Notícias de Mineração
Data: 06/02/2018

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