EDEM INICIA PRODUÇÃO NO PROJETO FOSFATO BODOQUENA EM MAIO

A Edem deve iniciar a produção no projeto de Fosfato Bodoquena, localizado
entre as cidades de Bodoquena e Bonito (MS), em maio deste ano. A mineradora está
na fase de compra de equipamentos para lavra e finalizando a montagem da equipe,
priorizando a contratação de mão de obra local, para começar a produzir fosfato natural
reativo a 15%
O projeto, que é realizado em parceria com a Terra Goyana Mineradora,
recebeu um investimento de aproximadamente US$ 3 milhões e tinha previsão de entrar
apenas em escala experimental neste ano, porém as expectativas foram superadas e a
produção já será em escala comercial, segundo Tiago Pereira, gerente-geral do projeto.
“A gente está avançando bem com o projeto. Desde 2016 fazemos projeto
de campo com universidades e os testes foram muito positivos, resultados muito bons.
Devemos começar a produção do fosfato em maio”, declarou Pereira, em contato ao
telefone com o Notícias de Mineração Brasil (NMB).
Questionado sobre a expectativa de produção anual, Pereira disse que isso
ainda deve ser definido após definições sobre a granulometria do projeto e algumas
otimizações de processo. Segundo o website da Edem, o projeto Bodoquena está
localizado em uma área de 80 mil hectares e a mina terá capacidade de produção de
100 mil toneladas anuais. Neste ano, a empresa recebeu uma Guia de Utilização para 80
mil toneladas anuais de rocha potássica.
“O projeto possui reservas calculadas de fosfato para o Depósito Ressaca de
10,6 Mt@14%P2O5, com solubilidade média de 30%. O depósito Ressaca ainda possui
um potencial adicional de 20Mt”, diz a mineradora.
De acordo com ele, o sistema de produção de fosfato da mineradora em
Bonito tem um sistema “muito menos agressivo”, com lavra em tiras a céu aberto. “A
mina praticamente não tem estéril, rejeito praticamente zero”, afirmou.
A produção de fosfato da Edem irá gerar um produto conhecido como
fosfato natural reativo a 15%, que segundo Pereira possui vantagens sobre os
fertilizantes fosfatados químicos presentes no mercado.
“É um produto natural, diferente dos fertilizantes fosfatados químicos que
recebem ácido sulfúrico. O nosso é natural, não afeta o pH da terra e é muito adequado
para fertilização orgânica. Além disso tem uma solubilização gradual, ou seja, fornece
fósforo gradualmente, de acordo com a demanda da planta. Em uma pastagem, por
exemplo, ele terá uma fonte de fosfato que vai durar anos”, disse.
Fonte: Notícias de Mineração
Autor: Paulo Mangerotti
Data: 15/03/2018

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