BRASIL EXPORTA 30,4 MILHÕES DE TONELADAS DE MINÉRIO DE FERRO EM JANEIRO

O Brasil exportou, em janeiro, 30,44 milhões de toneladas de minério de
ferro, volume que representa um crescimento de 5,2% em relação às 28,915 milhões de
toneladas exportadas no primeiro mês de 2017. Os dados foram divulgados são do
Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)
O faturamento com a exportação da commodity foi de US$ 1,53 bilhão, com
preço médio de US$ 50,30 a tonelada. Com isso, a receita ficou abaixo da registrada em
janeiro do ano passado, quando o preço médio da tonelada do minério era de US$ 56 e
a receita foi de US$ 1,620 bilhão.
Na comparação mensal, com dezembro de 2017, quando foram exportadas
32,766 milhões de toneladas de minério de ferro, houve queda no volume exportado,
de 7%. Apesar do menor volume embarcado, a receita com a exportação da commodity
se manteve estável, uma vez que o preço médio da tonelada no último mês do ano
passado era menor, US$ 46,70.
A balança comercial brasileira abriu o ano com um superávit de US$ 2,8
bilhões, o segundo melhor resultado da série histórica, iniciada em 1989, para meses de
janeiro, de acordo com o MDIC. As exportações totalizaram US$ 16,968 bilhões,
resultado recorde para o período e que representou um crescimento de 13,8% em
relação a janeiro de 2017. As importações somaram US$ 14,199 bilhões, com um
aumento de 16,4% na comparação ao mesmo mês do ano passado.
As exportações tiveram crescimento tanto em relação aos preços (0,81%)
quanto às quantidades (12,9%), em todas as categorias de produtos. Entretanto, o
resultado positivo foi puxado especialmente pela venda de manufaturados, que no
período registraram alta de 23,6%. “Esse aumento das quantidades exportadas está
principalmente relacionado ao aquecimento da demanda mundial”, diz o diretor de
Estatísticas e Apoio às Exportações, Herlon Brandão. “O PIB mundial cresceu mais de 3%
em 2017 e espera-se que ocorra crescimento nessa ordem em 2018”, afirma.
Houve crescimento nos embarques de aviões (474%), óleos combustíveis
(323%), açúcar refinado (294%) e máquinas para terraplanagem (171%), entre outros
produtos. “A economia mundial aquecida demanda produtos brasileiros. Por outro lado,
o Brasil tem aumentado a sua produção, principalmente de bens agrícolas, de petróleo,
de minério. O investimento nessas áreas faz com que o país tenha excedente para ser
exportado”, afirma Brandão.
O mês de janeiro também apresentou resultado expressivo nas
importações, que tiveram aumento, em volume, de cerca de 10%. Cresceram nesse
período as compras de combustíveis e lubrificantes (96,3%), de bens de consumo
(19,2%), de bens de capital (11,4%) e de bens intermediários (5,8%).
“Esperamos que as importações cresçam a taxas superiores a das
exportações em 2018. A expectativa de crescimento do PIB é de 3%, o que deve
incentivar a importação de bens. Isso vai fazer com que o saldo anual diminua, mas ainda
positivo e entre os maiores da história, na casa dos US$ 50 bilhões”, declara Brandão.
Países
Os cinco principais compradores de produtos brasileiros foram China, US$
3,366 bilhões; Estados Unidos, US$ 2,247 bilhões; Argentina, US$ 1,205 bilhão; Países
Baixos, US$ 871 milhões; e Chile, US$ 540 milhões. Os principais mercados
fornecedores, em janeiro, foram China, US$ 2,844 bilhões; Estados Unidos, US$ 2,390
bilhões; Alemanha. US$ 876 milhões; Argentina, US$ 727 milhões; e Coreia do Sul, US$
540 milhões.
Fonte: Notícias de Mineração
Data: 08/02/2018

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