BIOPOLÍMERO PODE “REVOLUCIONAR” MÉTODOS TRADICIONAIS

O grupo norte-americano Oceans Technology Group está trazendo para o
Brasil o primeiro polímero viscoelastomérico criptobiótico no mundo, produzido à base
de algas, que atua como plastificante, inibidor de corrosão e isolante térmico.
O produto, denominado Zero ThermalTM, é certificado pela USDA dos EUA
como produto de base biológica e pode ser usado em processos de separação e
concentração de minérios e na bioremediação de áreas contaminadas.
Segundo José Fernando Iasbech, que representa a empresa no Brasil, na área
de mineração o produto pode contribuir para reduzir acentuadamente custos de
britagem e moagem, substituir totalmente cianeto e mercúrio nos processos de
extração de ouro e prata, promover o tratamento ecológico dos rejeitos de minas
recuperando os metais nobres remanescentes nesses rejeitos. O custo do produto “é
inferior ao cianeto de sódio e mercúrio e os resíduos de água e da mina já são
descontaminados” e não há necessidade de mudanças no processamento, sendo
necessário apenas o equipamento de dosagem e monitoramento.
Nas operações de britagem e moagem, o biopolímero da Oceans é usado
para tratar o minério antes da moagem, através de pulverização ou imersão, dando
início à quebra de ligações covalentes das estruturas dos minerais (cominação química)
e reduzindo os custos com energia no processo de moagem. Nos moinhos de bolas, uma
das versões do produto forneceria propriedades superiores de lubrificação e
anticorrosivo, reduziria o número de bolas de aço e prolongaria a vida útil das mesmas
em 2 a 3 vezes, além de substituir nitratos utilizados no processo de moagem e produzir
partículas menores, o que reduziria custos com energia, já que o processo requer menos
tempo.
Na separação e flotação de metais preciosos, o produto pode substituir, de
forma ecológica, o cianeto de sódio e o mercúrio, bem como os surfactantes e sulfatos
que são atualmente utilizados. Além disso, aumenta o rendimento e a pureza do ouro e
prata extraídos, já que as ligações iônicas dos contaminantes são quebradas, assim como
as ligações covalentes.
Na gestão de rejeitos de mineração, o produto possibilita a extração do ouro
e prata remanescentes e a água tratada pode ser reciclada ou liberada para os cursos de
água locais. “Os solos inertes podem ser convertidos em materiais de cimento verde e
usados, por exemplo, para infraestrutura rodoviária ou habitação social na comunidade
local”, informa a empresa.
Em meados de janeiro, a Oceans fez uma demonstração da utilização de seus
produtos para profissionais da área acadêmica e de empresas mineradoras, no
Laboratório de Tratamento de Minérios e Resíduos Industriais (LTM) do Departamento
de Engenharia de Minas da EPUSP. Foram realizados testes tanto na área de tratamento
de minérios (com minérios de zinco, cobre e bauxita) e em material colhido de solos
contaminados.
Fonte: Brasil Mineral
Data: 01/02/2018

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