ANM LANÇA SISTEMA PÚBLICO DE MONITORAMENTO DE BARRAGEM DE

A Agência Nacional de Mineração lançou hoje (24) a versão pública do sistema que gere as
informações sobre barragens de mineração. O Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração
(SIGBM) está disponível e todos os cidadãos podem acompanhar em tempo real como está a situação das
barragens do país.

O sistema disponibiliza informações como categoria de risco, altura, volume e método construtivo
da barragem, dano potencial, entre outros. São centenas de dados sobre todas as 816 barragens de
mineração brasileiras que passam a ser monitorados pelos cidadãos.

“Qualquer pessoa consegue saber, à medida que os responsáveis forem lançando no sistema, o que
se passa com as barragens de sua redondeza. Vamos colocar relatórios sintéticos em linguagem acessível,
com figuras e fotos, para que uma pessoa comum consiga entender o que está ocorrendo”, explica o diretor
da ANM, Eduardo Leão.

O SIGBM já é um sistema conhecido pelos mineradores. Nele, tanto as empresas quanto os fiscais da
ANM inserem as informações sobre as vistorias em campo. Uma vez no sistema, os dados são cruzados e
permitem que os fiscais gerenciem as informações reportadas, priorizem as fiscalizações e apliquem
sanções. É o sistema também que avisa quando uma barragem aumenta o nível de emergência, exigindo e
acionando ações preventivas e até mesmo intervenções.

A versão pública permite que o cidadão veja dados abertos da barragem como nome e CNPJ da
empresa, estado e município em que se localiza, tipo de rejeito armazenado, estado de conservação, se ela
está inserida no Plano Nacional de Segurança de Barragem (PNSB) ou se tem Plano de Ação Emergencial
(PAE). É possível também fazer comparações entre barragens por regiões, estados ou municípios, gerar
gráficos, tabelas e estatísticas e até ver uma imagem da barragem.

“A transparência e comunicação são as maiores marcas de uma agência reguladora. Temos que estar
cada vez mais próximos da sociedade e não importa se é física ou digitalmente. Espero que num futuro não
tão distante, o aprimoramento deste sistema possa gerar um alerta de celular para quem habita uma região
onde pode haver algum risco de rompimento de barragem. Isso já ocorre em alguns países, como no Japão,
em caso de tsunamis e terremotos. Um dia teremos orçamento suficiente para conseguir adequar todos os
nossos sistemas para o seu melhor uso pela sociedade e setor mineral”, afirma Leão.

Fonte: Agência Brasil
Autora: Najara Carvalho
Data: 24/01/2020

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