REGRAS DO SETOR DE MINERAÇÃO SERÃO REVISTAS E PODEM SER ALTERADAS, DIZ SECRETÁRIO

O secretário de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal de Oliveira,
disse nesta segunda-feira que as regras do setor mineral devem ser revistas como resposta ao rompimento
da barragem de rejeitos de mineração da Vale em Brumadinho (MG). Ele falou com a imprensa após reunião
em Brasília entre o governo representantes da mineradora.
“ (O fato) é suficiente a dar alguma resposta. Pelo menos, tem que ser revisto” — disse o secretário.
Ao ser questionado se houve haver falhas nas regras e na regulação do setor, Vidigal respondeu:
“Pode haver, pode haver falha. Onde está falha, não sabemos. Ninguém aqui sabe o que
efetivamente aconteceu. Nós só podemos trabalhar com essa base, com o reconhecimento de que precisa
mudar, a partir do momento que tiver evidência. ”
Uma das possibilidades, segundo Vidigal, é alterar as regras da política nacional de segurança de
barragens.
“Pode. Isso já está sendo trabalhado” — acrescentou, sem dar detalhes.
O secretário descartou a possibilidade de lama de rejeitos chegar à hidrelétrica de Três Marias, no
rio São Francisco. Ele afirmou não ser possível comparar o rompimento da barragem em Brumadinho com o
caso de Mariana, também em Minas Gerais, há três anos.
“ As informações iniciais são de que não chegará a Três Maria. Esse episódio se diferencia muito do
episódio de Mariana. Não dá para ter o evento de Mariana como parâmetro para Brumadinho” — afirmou.
Segundo o secretário, o ministério vai se reunir com a Vale e com todas as empresas do ramo da
mineração para discutir as atuais regras do setor.
“ Vamos procurar saber se os parâmetros até hoje disponíveis são suficientes para evitar tragédias
como essa”, afirmou, após o encontro com representantes da empresa.
Participaram da reunião Salma Ferrari, coordenadora-executiva de Relações com o Governo da
empresa; Ricardo Castilho, gerente de Relações Institucionais Ambiente da Vale; e Antônio Lannes, também
da área de Relações Institucionais. Eles saíram do ministério sem falar com a imprensa.
Fonte: O Globo
Autor: Manoel Ventura
Data: 28/1/2019

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